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Aliança Artesanal: Há 30 anos a bordar o amor de Portugal!
Outubro 23, 2018

 

Em pleno coração do Minho, Vila Verde é a casa de um bastião da genuína cultura regional. Fundada em 1988, a Cooperativa Aliança Artesanal celebra este ano o 30º aniversário. Três décadas dedicadas à preservação, divulgação e promoção do património 'Lenços Namorar Portugal', de dinamização das indústrias tradicionais e das atividades dos artesãos. Das suas fundações nasce o Centro de Dinamização Artesanal, local de visita obrigatória para quem procura autenticidade, emoção e conhecimento. Nas próximas semanas, vamos conhecer melhor o quotidiano das mulheres que mantêm viva a chama da tradição e continuam a bordar manualmente, num pano de linho, o amor de Portugal.

 

É no Centro de Dinamização Artesanal de Vila Verde que, diariamente, as bordadeiras da Aliança Artesanal recriam e reinventam esta bela, antiga e delicada de forma de arte. Um espaço de grande beleza e valor arquitetónico, que foi remodelado sem perder a traça e o charme original. Os trajes, as alfaias e os Lenços. As artesãs a bordar ao vivo. Uma inebriante atmosfera de amor e carinho, sentimentos e afetos. A ligação íntima com a natureza e o mundo rural. Ao longo do ano, recebe visitantes de vários pontos do país e do estrangeiro, ávidos de experiências únicas e genuínas.

Além da importância turística e cultural, à semelhança do que acontecia no passado, os Lenços assumem-se como veículo de empoderamento feminino. Em pleno século XVII, numa região de costumes conservadores fortemente enraizados, a mulher minhota tinha a audácia de se soltar das algemas de uma sociedade machista e dar o primeiro passo, declarando amor ao seu pretendido. Nos anos 80 do século passado, os Lenços voltavam a ser símbolo de emancipação feminina. Constituía-se a Cooperativa Aliança Artesanal com um grupo de mulheres empreendedoras que passaram a garantir o próprio sustento ao recuperar e recriar estas relíquias vilaverdenses.

Hoje, os Lenços estão mais vivos que nunca, são um dos maiores ícones culturais de Portugal e inspiram as criações dos mais de 60 parceiros Namorar Portugal (artistas, empresas, artesãos…), nas mais diversificadas áreas. Mas nem sempre foi assim. Esta bela forma de arte foi recuperada graças a um trabalho longo e demorado, desenvolvido com esforço e afinco. Um trabalho de recuperação e salvaguarda de um património que estava, ‘literalmente’, perdido nas gavetas e baús familiares. Um trabalho que envolveu dezenas de vilaverdenses, em que se destacam Conceição Pinheiro, Maria do Céu Cunha, Alice Pinheiro e Maria do Carmo Rocha, pelo enorme contributo neste processo. Um esforço frutífero que nos permite hoje termos as escritas de amor espalhadas pelo país e pelos quatro cantos do mundo.

 

Para conhecer melhor a Aliança Artesanal e o centro de Dinamização Artesanal basta clicar na imagem: