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História, religião, etnografia e muito mais no 11º Boletim Cultural de Vila Verde
Janeiro 29, 2017

História, religião e etnografia foram os temas dominantes no 11º Boletim Cultural de Vila Verde. A obra foi apresentada ao início do serão de ontem (28 de janeiro), na Biblioteca Municipal Machado Vilela, que recebeu mais um evento cultural inserido na intensa e emotiva programação ‘Fevereiro, Mês do Romance’, do Município de Vila Verde. A abertura da sessão ficou a cargo da vereadora da Cultura, Júlia Fernandes, que frisou o “ enorme prazer de vos receber neste espaço, nesta biblioteca que tem sido palco de inúmeros lançamentos e iniciativas, não só literários mas de diversas manifestações artísticas”.

 

Júlia Fernandes prosseguiu deixando rasgados elogios à atuação musical protagonizada por duas jovens e talentosas alunas da Academia de Música de Vila Verde, um espetáculo que abrilhantou a sessão e encantou a plateia. A vereadora da cultura agradeceu a todos os autores pela participação numa obra que “contém estudos muito interessantes, que enriquecem a história e a cultura do concelho e de toda a região” e deixou uma palavra particular para o Dr. Aurélio Oliveira, “o mentor destas obras, que são dos melhores boletins culturais do país”, e ao Dr. Norberto Cunha, ”que nos tem acompanhado ao longo dos anos e que tem contribuído para enriquecer os boletins culturais vilaverdenses”.

Boletim é de todos os munícipes

Por sua vez, o Dr. Aurélio Oliveira aproveitou para lançar um desafio aos munícipes vilaverdenses. “O boletim não é meu, nem sequer da Câmara, é propriedade de todos os munícipes. É necessário chamar mais colaboradores de Vila Verde para manter e enriquecer o boletim”, afirmou, deixando ainda o apelo à comunicação social regional e nacional para intensificar a divulgação de ações e manifestações culturais.

“A história é aquilo que verdadeiramente nos define e nos identifica”

A apresentação do boletim ficou a cargo do Dr. Norberto Cunha, que não poupou elogios ao trabalho desenvolvido pelo poder local. “É um privilégio e honra estar aqui ‘a reboque’ destas energias criadoras das autarquias. Iniciativas como esta convocam para a nossa reflexão problemas extremamente interessantes, que todos acabamos por comungar, mas que muitas vezes passam por nós de forma vertiginosa, de forma fugaz”, referiu. “É graça a estas forças autárquicas que podemos pensar e viver a descentralização. Uma descentralização onde é desafiada a capacidade administrativa, ordenativa e criadora, não só de autarcas, mas também dos próprios munícipes. Um processo emancipatório que conduz a que cada vez mais tenhamos nas mãos o nosso próprio destino local e regional”, acrescentou o Dr. Norberto Cunha, passando de seguida à apresentação do 11º Boletim Cultural de Vila Verde.

Sentimento religioso, passado senhorial e etnografia

“Os boletins culturais das autarquias, como é o caso deste, despertam-me sempre uma grande curiosidade e são para mim de grande interesse. Nós temos uma memória, uma história, e essa história é aquilo que verdadeiramente nos define e nos identifica. Essa memória muito está presente neste boletim”, afirmou, acrescentando que a 11ª edição se divide em três grande áreas temáticas. “O sentimento religioso, do catolicismo, com vários artigos. A religiosidade que é um traço desta e de todas as regiões portuguesas, mas com nuances e matizes próprias desta terra. O passado senhorial, revelado de maneira exemplar num artigo sobre a toponímia, tema pelo qual pessoalmente sou apaixonado. E as particularidades e idiossincrasias da etnografia desta região”, vincou.

Tradição é âncora de progresso e desenvolvimento

O encerramento da iniciativa coube ao presidente do Município de Vila Verde, António Vilela, que classificou a obra como “um trabalho que em muito dignifica e valoriza a nossa terra”. “As localidades fazem-se daquilo que as pessoas que lá vivem são capazes de fazer. É importante recordarmos o mérito e o trabalho dos nossos antepassados. Através dos boletins culturais conseguimos construir a história em todas as suas dimensões”, afirmou o edil, acrescentando que a 11ª edição tem um enfoque particular no património material e imaterial da religiosidade como parte integrante da cultura vilaverdense. “Ao longo destes onze anos, temos estudado as potencialidades da nossa terra em inúmeras áreas como a geografia, a etnografia, a cultura e a história, entre outras. Vila Verde constrói o presente e relança o futuro com a força das suas raízes, que é precisamente o que acontece nesta programação ‘Fevereiro, Mês do Romance’, com mais de 80 iniciativas associadas aos motivos dos Lenços de Namorados, que potencia o desenvolvimento e nos ajuda a construir o presente e o futuro”, concluiu António Vilela.